domingo, 27 de setembro de 2015

Hoje fazes 2 anos e eu não tenho pena

Hoje fazes 2 anos e eu não tenho pena. 
Não tenho pena de não te der dado colo mais vezes. De não te ter mimado e abraçado sempre que me apeteceu ou sempre que me pediste. De não ter passado a minha mão no teu rosto para te acalmar sempre que te vi mais agitado ou incomodado. De não te ter beijado quando te magoaste. De não ter passado o dia inteiro contigo ao colo quando o teu primeiro dente rompeu e tu fizeste a primeira febre. De não te ficado contigo a tempo inteiro até aos 8/9 meses e a meio tempo até aos 13. De não te ter deitado mais vezes na minha cama e de não te ter dado mais colo para não te habituar mal. De não ter ido ao parque contigo mais vezes. De não ter deixado a casa por arrumar para sair e brincar contigo. De não te ter mostrado muitas coisas que fazem parte da natureza, tais como os animais e as árvores, calmamente. De não ter ido contigo pela primeira vez à piscina e à praia. De não ter conversado mais contigo quando apenas palravas. De não te ter dado a mão quando deste os primeiros passos. De não ter corrido a levantar-te quando deste a primeira queda mais aparatosa. De não te ter incentivado a ultrapassares os teus limites e apoiado as tuas novas experiências. De não te ter ensinado a pedir ajuda quando precisas. De não ter estado contigo quando comeste a primeira sopa, a primeira papa, as primeiras frutas. De não ter proporcionado o teu primeiro desenho. Eu não tenho pena porque fiz tudo isto (e mais do que isto). Muitas destas coisas continuo a fazer e muitas outras farei (assim o desejo).
Eu olho para as fotografias de quando eras recém nascido e sinto saudades. O tempo passa depressa, é verdade. Depressa descobri que não posso voltar atrás. Devemos aproveitar bem todas as fases dos nossos filhos, concordo. Por vezes sentimos culpa. Mas, talvez por ter ouvido tudo isto tantas vezes antes de ser mãe, eu aproveitei-te bem. Eu vivi-te. Vivi cada segundo desta experiência que é ser tua mãe e tu seres meu filho. E aos dois anos desta viagem, eu não sinto pena. Saudades ou nostalgia sim, pena não. E só peço que continue assim, porque passe o tempo depressa ou devagar, eu quero aproveitar-te, quero viver-te e não quero sentir pena.
Tu, menino de amor, ensinaste-me isto: A viver mais e melhor todos os dias.
Com todo o meu amor, desejo, como sempre, que tenhas um terceiro ano de vida feliz, muito feliz!
Tu és, simplesmente, a melhor coisa do mundo.
Obrigada mundo por me teres dado este filho!

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